O QUE FAZER ANTES DE ESCOLHER UM MÉTODO DE TREINAMENTO NA MUSCULAÇÃO?

O treinamento resistido exerce um papel importante no condicionamento físico geral, na performance esportiva, na reabilitação de lesões e no aumento da massa muscular. Para se chegar aos objetivos desejados, existem diversos métodos ou sistemas de treinamento (Uchida et al., 2004).

Grande parte dos métodos de treinamento resistido foram elaborados por preparadores físicos e atletas de força, portanto, não possuem comprovação científica, e sim uma observação positiva dos resultados pelos diversos métodos.

Contudo, é bom ressaltar que a ausência de evidências não significa evidência de ausência de resultados. A verdade é que antes da prescrição temos que pensar, refletir, pensar, refletir, e então pensar mais um pouco sobre:

1.Para quem?

É para um sujeito iniciante (menos de 3 meses de treinamento), intermediário (3 meses a 1 ano) ou avançado (> 1 ano de treinamento ininterrupto)? Tem alguma patologia? Possui alguma disfunção de movimento?

Para tal, fazer uma boa avaliação física é fundamental!

2.Quando?

Em que momento do planejamento o treinando se encontra (a famosa fase de periodização)? Está na fase de adaptação neural? Em fase de hipertrofia? Em fase de força máxima? Em fase de transição?

Para isso, conhecer e saber manusear as fases de periodização é imprescindível!

3. Para quê?

Qual o objetivo do treinando? Como o treino levará aos resultados que ele deseja?

Para tal, conhecer o perfil do aluno é essencial!

4. Por quanto tempo?

Até os mais efetivos exercícios e métodos aplicados em longo prazo não levam ao progresso e sim, acabam levando à barreira da força e hipertrofia muscular. Logo, nenhum método  de treino deve ser considerado o melhor ou absolutamente efetivo o tempo todo.

Para isso, conhecer e saber aplicar os diversos métodos é crucial!

 

Em todos os casos, os princípios de treinamento podem nortear a elaboração de um treinamento. Com relação à escolha dos métodos dentro de uma periodização podemos destacar o princípio da variabilidade. Esse defende que não se deve permitir que o hábito e a acomodação nos tornem escravos da mesmice. Além disso, sabe-se que a variação de estímulo é eficiente para evitar o aparecimento de platôs (estagnação do rendimento), que tende a ocorrer em indivíduos treinados. Portanto, a variabilidade dos exercícios, métodos ou de qualquer outra variável do treinamento exige o conhecimento da metodologia e periodização do treinamento (Bompa e Cornacchia, 2000).

E lembre-se, procure sempre um profissional de Educação Física capacitado para a melhor escolha de um método de treinamento!!!!

 

Referências:

BOMPA, T. O.; CORNACCHIA, L. J. Treinamento de força consciente: estratégias para ganho de massa muscular. São Paulo: Phorte Editora, 2000.

UCHIDA, M. C. et al. Manual de musculação: uma abordagem teórica-prática do treinamento de força. 2 ed. São Paulo: Phorte, 2004.

 

Por Anselmo Gomes de Moura

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